Os tipos de Energia Solar: conheça todos eles e tire suas dúvidas

Nunca se falou tanto de sustentabilidade e cuidado com o planeta, como agora! 

Os perigos do aquecimento global começaram a impulsionar as buscas mais limpas e amigas do meio ambiente, principalmente na geração de energia. E isso se evidencia quando pensamos nos tipos de energia solar disponíveis no mercado.

As formas de geração que temos atualmente, geram altos impactos para o ambiente e todos os ecossistemas, até mesmo a hidroelétrica, que as empresas defendem ser “limpas”. Realmente, elas não geram poluição direta — como a sua parceira gerada através da queima de combustível fósseis ou atômica. 

Mas, para a instalação de uma usina, se destrói e modifica permanentemente diversos ecossistemas de fauna e flora. Que, muitas vezes, nunca são recuperados. 

Visto essa crescente demanda de mais sustentabilidade, associado às várias altas que a conta de energia elétrica vem sofrendo e pesa no bolso de todos, a geração de energia solar vem crescendo muito nos últimos anos. 

Para te ajudar a entender sobre os tipos de energia solar e como elas podem te ajudar aí na sua casa, ou negócio, separamos esse material exclusivo. Confira!

Antes de tudo: o que se caracteriza energia solar?

Considerada uma das fontes mais limpas e acessíveis de geração elétrica, ela se caracteriza pela utilização da radiação solar para gerar calor e energia. 

Uma característica que pode transformar o Brasil em um dos maiores (senão o maior) produtor desse tipo de energia, é sua irradiação anual de sol.

Por sermos um país tropical, boa parte de nosso território é abençoado por quase todo ano com os raios solares, o que nos torna um terreno fértil e perfeito para a disseminação e crescimento dessa prática. 

Alguns estados, especialmente os que carecem de recursos hídricos para gerarem eletricidade e tem diversos problemas para entregar a energia para seus moradores, já perceberam o potencial da geração fotovoltaica.

Eles estão investindo pesado em fazendas de geração solar, atraindo investimentos privados, crescimento de geração de emprego e aproveitamento de terrenos “improdutivos”. Tudo isso gera possibilidade de desenvolvimento social e econômico para regiões outrora subdesenvolvidas e que sofriam com a escassez de recursos.

Outra grande característica é a possibilidade de se utilizar os três tipos de energia solar presentes no mercado: elétrica, térmica ou heliotérmica. A seguir, explicaremos como funciona cada uma delas.

Quais são os tipos de energia solar?

Os tipos de energia solar que encontramos aqui no Brasil, são: 1. A fotovoltaica (mais conhecida); 2. Aquecimento Solar e; 3. Heliotérmico (não pode ser utilizado em imóveis residenciais).

Cada uma delas possui suas especificidades, vantagens e utilizações mais recomendadas. Entenda mais abaixo:

1. Geração fotovoltaica

Esse tipo de energia solar ainda possui dois tipos de sistemas um pouco diferentes. O On-grid e o Off-grid. O que diferencia ambos são a maneira como a energia solar é aproveitada e a quantidade de componentes do sistema.

  • Sistema on-grid: mais comuns e frequentemente instalados, são os mais viáveis do ponto de vista de investimento e instalação. Como eles se conectam à rede convencional e conseguem produzir quase toda a necessidade de energia da casa, o valor da conta de energia vem praticamente zerado. As concessionárias cobram apenas as taxas e outros proventos necessários.
  • Sistema off-grid: Esse em particular é bem mais elevado que seu custo de instalação, afinal, exige mais equipamentos no sistema. Ele é recomendado para regiões mais afastadas, onde as operadoras convencionais não chegam. Ele tem capacidade de estocar energia, o que eleva ainda mais seus custos e manutenção — por conta da bateria.

Leia também: Entenda a diferença entre Energia Solar Off Grid e On Grid

A fotovoltaica é uma das mais conhecidas e utilizadas, é altamente vantajosa para imóveis residenciais e comércios em geral. 

Em suma, esse sistema precisa de diversos equipamentos para captar e converter a energia elétrica. Abaixo, explicaremos brevemente sobre eles:

Placas solares

São aquelas que observamos nos telhados, feitas a partir de materiais semicondutores, normalmente de silício. Elas são responsáveis pela captação dos raios solares, trazendo a energia para dentro do sistema de conversão.

Para produzir a energia, as placas são compostas de uma carga positiva e outra negativa. O choque da radiação movimenta as cargas, fazendo com que esse choque gere uma corrente elétrica contínua.

Inversores solares

Depois da geração dessa corrente, o inversor é a parte do sistema responsável pela conversão em carga alterada, que é a utilizada pelos aparelhos elétricos domésticos mais comuns.

Sistemas de armazenamento

Exclusivos do modelo off-grid, esse tipo precisa de mais uma parte em seu sistema: a bateria e conversores para armazenar essa energia. Sendo assim, quando as placas e inversores geram a energia necessária, o armazenamento guarda o que não foi utilizado para outro momento.

2.  Geração fototérmica

Também conhecido como aquecimento solar, é altamente indicado para realizar o aquecimento de água, especialmente nos meses de inverno. 

Afinal, é nessa estação que a conta de luz “explode”: baixo nível dos rios, que leva a utilização das termelétricas por falta da chuva.

E, associado a isso, são os meses que as pessoas mais utilizam a água quente para se aquecer dos dias mais frios — e sabemos que o chuveiro é um dos maiores vilões da conta de energia.

Seu funcionamento é bem simples: se utiliza painéis do modelo coletor solar térmico, onde se faz o aquecimento da água através do aquecimento dessas estruturas. E, elas são mantidas em um reservatório também térmico, garantindo que continue aquecida até que seja utilizada.

Normalmente os materiais são produzidos com metais como cobre ou alumínio, em cores escuras — afinal, são minerais com alta condução de corrente e a cor escura aumenta a capacidade de absorver e reter calor.

E, assim como o sistema fotovoltaico, esse tipo de energia solar também é altamente atrativo em dias com pouca insolação ou no período noturno: o sistema conta com uma espécie de apoio energético. Ou seja, se conecta a uma segunda fonte de aquecimento, seja a gás ou rede convencional.

Naturalmente, ela possui algumas desvantagens sob a sua parte: existe um desgaste muito maior dos painéis, aumentando sua manutenção. Além disso, se nota um crescimento no uso de água para utilização do sistema.

3. Heliotérmica

Esse é pouco conhecido e difundido no Brasil. Afinal, é mais utilizada em processos muito específicos de indústrias, sendo altamente complexo e mais específico que seus irmãos.

O tipo Heliotérmica consegue absorver e armazenar a energia solar, captado através dos concentradores que ficam localizados em uma torre alta. 

Para ser utilizada, precisa passar por duas modificações: primeiramente passa a ser energia mecânica, para depois elétrica.

Porém, essa geração não é tão renovável ou limpa como as outras duas. 

Isso porque ela tem um sistema similar ao da usina termoelétrica. Ou seja, há necessidade da queima dos combustíveis fósseis para aquecer água suficiente para gerar vapor e mover as turbinas que realizam os processos que citamos acima.

Então, qual o melhor tipo de energia solar?

A resposta é sempre levar em conta qual a sua necessidade e motivo de busca. Mas, além disso, observar a sua realidade e qual o custo-benefício de cada um. 

Lembrando que o último sistema (heliotérmico), não é liberado para uso comum, sendo recomendado para processos industriais.

Já o fototérmico, é muito atrativo realmente, mais barato e fácil de instalar. Porém, possui algumas desvantagens, tais como: 

  1. A longo prazo, o custo e necessidade de manutenção acabam encarecendo o sistema;
  2. Ele é dependente de outros tipos de geração elétrica em dias nublados ou à noite, como a convencional que consome energia;
  3. O consumo de água se eleva e, além do custo com a conta, também não é sustentável.

Sendo assim, esses 3 pontos acabam mostrando a fragilidade do sistema. Se economiza no começo, mas a médio e longo prazo, essa ilusão se dilui.

E a geração fotovoltaica?

Ao contrário das demais, esse tipo de energia solar é realmente limpa e renovável. Apesar de ter um investimento um pouco mais alto no início, em pouco tempo ele “se paga” com a economia gerada.

Para escolher entre a on e off-grid, é muito simples: analise o que o seu projeto necessita e, principalmente a localidade do seu comércio ou residência. Se você é assistido por uma concessionária, então, o on-grid é a melhor opção.

Afinal, além do custo elevado com os equipamentos do sistema off-grid, por conta da bateria e armazenamento, as manutenções começam a ser frequentes e causam um belo impacto.

O sistema on-grid gera a energia e devolve para a concessionária. Em “troca”, ela tem um desconto na conta de energia, de acordo com quanta você joga para ela. Muitas vezes, esse abono pode chegar a até 95% do valor total da conta. 

Mas, claro que existe uma desvantagem: em caso de queda na rede elétrica da fornecedora, você também ficará sem energia.

Porque devo instalar um tipo de energia solar no meu imóvel?

Seja ele residencial, ou até mesmo comercial, as vantagens e benefícios de se contar com um sistema solar são inúmeros. 

Além do desconto na tão cara conta de luz (obviamente um dos mais impactantes), a sua contribuição para o meio ambiente também deve ser levado em conta. Entenda as principais vantagens:

1. Grandes economias a longo prazo

Sabemos ser muito comum existir um certo receio com o investimento inicial do projeto e instalação do sistema de energia solar. Porém, a economia que ele gera praticamente paga o que foi gasto no início.

Mesmo os outros dois tipos de energia solar, apesar de não possuírem um impacto tão alto na redução com os custos com energia elétrica, também tem suas vantagens nesse campo. 

2. Fuga dos temidos racionamentos e alta das bandeiras tarifárias

Quando os rios estão com os níveis baixos, principalmente nas épocas de seca, as concessionárias são obrigadas a ativar as bandeiras tarifárias. 

Fora isso, ocorre o racionamento de energia em determinadas regiões que não são atendidas por usinas termoelétricas.

As termelétricas ou as nucleares custam muito mais caro para produzirem energia. Afinal, precisam da quebra de outros elementos para gerar a corrente elétrica, o que encarece e eleva os custos de acordo com a bandeira.

Se você conta com seu sistema de energia solar, esse problema não enfrenta, afinal, você gera boa parte de sua própria energia.

3. Grande incentivo para a preservação ambiental

Com o crescimento populacional, a demanda por energia elétrica se elevou muito. E, nos métodos comuns, isso também sobrecarrega a natureza — no ano de 2020, esgotamos nossos recursos naturais em agosto!

O que isso quer dizer? 

Que consumimos mais recursos, do que nosso planeta foi capaz de repor. Isso é preocupante e acende a luz vermelha que precisamos encontrar meios mais sustentáveis de nos manter!

Além de ser abundante em grande parte do mundo, especialmente no hemisfério sul, ela é 100% renovável e zero poluente. Mesmo as usinas de geração em massa, só precisam de um campo amplo para instalação dos componentes e sistemas, tendo zero impacto no meio ambiente. 

4. Posicionamento da sua marca/empresa

A chamada por mais equilíbrio na relação com a natureza, é uma urgência da sociedade e, cada vez mais os consumidores buscam se relacionar com empresas que representam seus ideais e buscas.

Sendo assim, ao apostar na energia solar, você posiciona a sua marca como uma empresa preocupada com a sustentabilidade e o meio ambiente. Aumentando sua responsabilidade social frente ao tema.

Os tipos de energia solar dão muita manutenção?

Em linhas gerais, a resposta para esse questionamento é não? Basicamente a manutenção é feita através das limpezas de seus componentes. Isso impede que o acúmulo de poeira, poluição e outros perigos, afetem a durabilidade do sistema.

A limpeza recomendada é feita a cada 6 meses – em sua maioria pelo próprio proprietário, uma vez que se entende que a chuva já faz grande parte desse papel. Porém, em regiões com mais seca ou poluição, é preciso realizar o procedimento mais frequentemente.

Porém, é preciso alguns cuidados básicos para que você faça esse procedimento por si, logo, fica atento:

  • Não passe produtos de limpeza. Água e sabão neutro já é suficiente para deixar limpo e sem manchas – que afetam a captação;
  • Nunca suba no local que o sistema está instalado sem equipamentos de proteção. Se o local for muito alto, contrate um profissional para sua segurança.

Esses dois pontos são primordiais para você manter seu sistema limpo e aumentar sua durabilidade. Afinal, os painéis podem durar mais de 30 anos, com uma incrível capacidade de manter até 80% de sua eficiência original quando bem cuidado.

O que preciso saber antes de instalar?

Se você está preocupado com o investimento inicial, pode ficar tranquilo. Aqui no Brasil, existem diversas instituições financeiras que oferecem linhas de crédito exclusivas para esse fim, com taxas muito atrativas. Você pode conferir e entender melhor aqui no nosso ebook.

O projeto, no entanto, é preciso ser feito com uma empresa de confiança e especialista no assunto! Afinal, é preciso avaliar o local, insolação durante o dia, possíveis riscos de sombras e inclinação necessária para aproveitar o melhor do sistema.

Além disso, a instalação precisa ser feita seguindo todas as normas e necessidades dos equipamentos, contando com uma boa equipe de profissionais.

E aí, conseguiu entender melhor sobre os tipos de energia solar e as vantagens dessa forma de geração de energia? Então, para conhecer ainda mais sobre esse mundo, acesse nosso blog e fique atento!

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